Brasil Dairy Trends 2020

100 digestibilidade e bem-estar Brasil DairyTrends 2020 5.1 Tendências do consumo de alimentos e bebidas com benefícios para a saúde digestória um terço das mães faz grande esforço para aumentar o con- sumo por suas crianças de alimentos frescos, grãos integrais, vitaminas, minerais e cálcio. Além disso, uma em cada três mães se esforça, do mesmo modo, para o consumo por seus filhos de vitamina D e C. Quanto ao consumo de probióticos e prebióticos, uma em cada cinco dessas mães se preocupa com a questão (MSI 2012d apud SLOAN 2014). Mais recentemente, estudos realizados nos Estados Uni- dos apontam que mais da metade (56%) dos aldultos está se esforçando para consumir mais grãos integrais. Números similares de pessoas buscam consumir mais fibras e proteí- nas, cálcio, potássio e probióticos (IFIC 2015 apud SLOAN 2016). Dentro dessas tendências, Nachay (2017) apresenta a aplicação dos chamados pulse ingredients em produtos lác- teos. Segundo essa autora, “pulse ingredients” são sementes desidratadas de leguminosas, incluindo feijões, ervilhas, len- tilhas e grão-de-bico, altamente nutritivos, com várias funcio- nalidades tecnológicas (substituição de gordura, por exem- plo). Além disso, contribuem para a tendência clean label , são proteínas vegetais e têm despertado grande interesse nos consumidores e na indústria. Exemplos de pulse ingredients são concentrado proteico de ervilha, concentrado proteico de feijão-fava, farinha de ervilha e farinha de lentilha, e suas aplicações vão desde produtos de panificação até queijos, iogurtes, pudins, smoothies , molhos e cereais. As empresas também posicionam esses ingredientes como clean label e obtidos de vegetais não modificados geneticamente. Dentre os produtos lácteos, os iogurtes são aqueles em que mais se encontra a presença de probióticos. Também em razão de os iogurtes serem largamente consumidos, verifica- se grande variedade de versões adicionadas de prebióticos e fibras. Os queijos também são veículos de probióticos, porém apresentam mais restrições para a incorporação de prebió- ticos e fibras. No mercado internacional de países que per- mitem a alegação de propriedades funcionais, encontram-se sorvetes com adição de probióticos. Os queijos processados ou fundidos são a categoria em que mais facilmente se faz Demanda de benefícios para a saúde digestória Sloan (2014) destacou pontos importantes sobre o com- portamento do consumidor e o mercado para produtos lácteos contendo probióticos, prebióticos e fibras e produtos relacio- nados. Segundo essa autora, bebidas energéticas e esporti- vas, fórmulas à base de leite, iogurtes probióticos, bebidas à base de suco, cereais e biscoitos estavam entre os alimentos das categorias relacionadas à saúde e ao bem-estar em 2013. Conforme as pesquisas citadas pela autora, 38% disseram ter consumido antioxidantes, mas não o suficiente para be- nefícios à saúde, e 31% disseram o mesmo com relação aos probióticos. Contudo, com a alegação para probióticos proi- bida ou ainda em análise em alguns países, os fabricantes têm investido nos componentes com alto teor de vitamina C, para atender ao apelo de imunidade. Um exemplo disso é o iogurte com acerola da empresa Danone (Danone’s Actimel Powerfruit Yogurt ) (INNOVA, 2014 apud SLOAN 2014). . Os prebióticos tornaram-se uma grande oportunidade de mercado em 2013 (SLOAN, 2014). Em 2012, 32% dos consumidores estavam atentos aos prebióticos e 48%, aos probióticos. A manutenção de um sistema digestório e imu- nológico saudável era o principal aspecto ligado a prebióti- cos (IFIC, 2013a, citado em Sloan 2014). Também oito de cada dez consumidores preferem obter seus grãos integrais de alimentos ou bebidas que naturalmente os contenham, destacando que 73% desses consumidores disseram o mes- mo para fibras, 72% para proteínas, 62% para antioxidantes, 47% para cálcio, 44% para ácidos graxos ômega, 43% para probióticos e 41% para vitamina D (HARTMAN, 2013a apud SLOAN 2014). Além disso, 55%, ou seja, mais da metade das pessoas entrevistadas nesse estudo colocaram que ge- renciam a manutenção do peso por meio dos alimentos, 36% adicionaram probióticos às suas dietas, um terço das pessoas adicionou mais ferro, farelo de aveia, óleo de linhaça, um quarto adicionou mais adoçantes naturais que açúcares, pre- bióticos, carboidratos complexos e proteína de soja. Cerca de

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